Indicadores ESG: mensuração e controle
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17.09.2024

Os pilares da agenda ESG — Ambiental, Social e Governança — servem como diretrizes para que as empresas adotem práticas eficazes na gestão e controle os impactos de suas operações em cada um desses aspectos.

A eficácia da gestão empresarial é avaliada por meio de dados que refletem os resultados das iniciativas para melhorar essas áreas essenciais. Esses dados são conhecidos como indicadores ESG, que ajudam na tomada de decisões sobre o tema e comunicam as mudanças tanto para o público interno (colaboradores) quanto para o externo (clientes, fornecedores e outros interessados).

Para a construção e escolha de indicadores, primeiramente é necessário ter claro os objetivos e propósitos da empresa e definir quais aspectos estratégicos são materiais para listar os indicadores que serão medidos.

O ponto central da elaboração de um sistema de indicadores, olhando para o ESG, é entender como as partes influenciam e são influenciadas, bem como sua visão, em termos de riscos e temas relevantes a serem priorizados e relatados. 

As empresas podem contar com diferentes frameworks, que já definem ou recomendam elementos quantitativos que a empresa deve reportar ou priorizarcomo o GRI (Global Reporting Initiative), o SASB, CDP, PR2030, Indicadores ETHOS entre outros. Apesar de serem boas bases para a seleção das métricas, é fundamental também levar em consideração a realidade da organização para que os indicadores sejam assertivos e cumpram aquilo que se espera.

Os indicadores revelam a extensão da integração da agenda ESG na organização, demonstrando seu progresso ao longo do tempo e sua conformidade com as metas estabelecidas para cada indicador. Essas metas devem seguir o modelo SMART — Específicas, Mensuráveis, Atingíveis, Realistas e com Prazo definido — equilibrando o desafio com a viabilidade para evitar desmotivação.

Após a coleta dos dados, o sistema de indicadores deve ser monitorado e gerido pela organização para que as futuras ações possam ser planejadas com maior precisão.

Outra ferramenta muito útil para a gestão utilizar como apoio é o ciclo PDCA, uma metodologia de melhoria contínua baseada em quatro etapas inter-relacionadas, sendo uma ferramenta essencial para aprimorar eficiência, qualidade e desempenho das empresas.

O ciclo PDCA permite, de forma contínua, o controle de todos os processos de uma organização, agregando confiabilidade e assertividade nas tomadas de decisões. Por ser um modelo intuitivo e de simples aplicação, a adição deste procedimento à cultura da empresa ocorre de maneira mais natural do que outros métodos.

Em suma, a integração dos pilares da agenda ESG — Ambiental, Social e Governança — com o uso de indicadores específicos e metodologias eficazes como o ciclo PDCA constitui uma abordagem robusta para a gestão empresarial moderna. Esses elementos não apenas facilitam o monitoramento e controle dos impactos das operações, mas também garantem que a empresa esteja em conformidade com suas metas e objetivos estabelecidos.

A combinação de indicadores ESG e o ciclo PDCA proporciona um framework que promove a melhoria contínua, assegurando que as iniciativas empreendidas sejam constantemente avaliadas e ajustadas para maximizar seus resultados. Dessa forma, a adoção dessas práticas não só fortalece a posição da empresa no mercado, mas também reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social, elevando sua reputação e agregando valor ao negócio em um ambiente competitivo e em constante transformação.

Rodrigo Ferrazza de Oliveira - Núcleo ESG-FIEMS

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